História

I. 1950 – 1969
Circunstâncias em que surgiu o vicariato da Luz-Sul
Após a segunda guerra mundial, gera-se um afluxo de gente, proveniente do interior norte e centro do País (Alto Minho, Trás-os-Montes, Beira Alta e Beira Baixa), para a capital em busca de trabalho e de melhores condições de vida, o que originou o aparecimento de bairros sociais e muitas "barracas" nos campos dos subúrbios de Lisboa.
As grandes obras de investimento público e privado deram origem a aglomerados populacionais (estaleiros, trabalhadores da construção civil e prestadores de serviços) que posteriormente se fixaram com os nomes dos respectivos terrenos:

  • Quinta do Olival, hoje bairro D. Leonor, devido à construção do primeiro estádio do Benfica;
  • Quinta da Macaca, hoje "Torres de Lisboa" resultado da ocupação dos estaleiros da empresa Alves Ribeiro, construtora da 2ª circular;
  • Quinta das Fonsecas e Quinta dos Barros, trabalhadores da construção civil durante a construção da "cidade universitária" e hospital de Santa Maria.
  • Alto dos Moínhos e Quinta da Calçada.

Em 7 de Fevereiro de 1959, a paróquia de Benfica vê-se na necessidade de se desmembrar dando origem à paróquia de S. Domingos de Benfica com sede provisória na igreja do antigo
convento de S. Domingos e entregue aos cuidados pastorais dos padres dominicanos. Em fins de 1968, dá-se um outro fenómeno mais discreto, mas não menos importante. Por exigências resultantes do Concílio Vaticano II e de uma sociedade em mudança acentuada, é criado o centro unificado de formação para religiosos e missionários com o nome de ISET (Instituto Superior de Estudos Teológicos) com sede no Convento dos franciscanos no Largo da Luz e é fundada a Universidade Católica Portuguesa, concretizando um velho sonho da Igreja Portuguesa, sobretudo do senhor cardeal Cerejeira.

Aparecem assim, nesta área, muitas residências de congregações religiosas para que os seus jovens membros pudessem frequentar uma ou outra das citadas instituições. O Patriarcado de Lisboa aproveita todos estes recursos para uma acção pastoral mais próxima destas populações, entregando a condução das paróquias e vicariatos a pastores provenientes destas
instituições religiosas.
É precisamente em Agosto de 1968, que o Pe. Manuel Nóbrega vem estrear o Lar dos Estudantes Vicentinos (seminaristas) na Estrada da Luz, nº 112.
Em simultâneo e por força do fenómeno de crescimento acelerado, extensivo a toda a cidade de Lisboa, o senhor Cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira redimensiona as suas paróquias e em 1969, são criadas várias novas paróquias e vicariatos paroquiais na cidade de Lisboa. A paróquia de S. Domingos de Benfica, apesar da sua criação recente (10 anos), foi dividida em três: a paróquia propriamente dita de S. Domingos de Benfica e mais duas comunidades a caminho da plena autonomia:

  • vicariato da Luz-Sul, na parte oriental da paróquia, que foi entregue aos padres da Congregação da Missão (Padres Vicentinos), com sede no nº 112, da Estrada da Luz, lojas B e C;
  • vicariato da Sagrada Família do Calhariz de Benfica, na parte ocidental, que foi entregue aos Padres Capuchinhos, com sede na capela do convento situado na Av. Barjona de Freitas.

Significado de VICARIATO

Código Canónico, Cân. 371:
§1. O vicariato apostólico ou a prefeitura apostólica é uma porção do povo de Deus que, em virtude de circunstâncias peculiares, não foi ainda constituída em diocese, e que para ser apascentada se confia a um Vigário apostólico ou Prefeito apostólico, que a governa em nome do Sumo Pontífice. É nas lojas B e C do nº 112 da Estrada da Luz (instalações dos padres da Missão para residência dos seus estudantes), transformadas em lugar de convívio, de acolhimento, de oração e de culto, que os padres da Congregação da Missão, dirigidos inicialmente pelo Pe. Manuel Nóbrega, irão trabalhar e construir comunidade durante 26 anos (de 1970 a 1996).
As reacções das pessoas ao ver as celebrações realizarem-se numa “loja” eram díspares: Uns passavam e diziam que se tratava de uma seita, outros paravam e comentavam
“provavelmente ando à procura disto mesmo!”.

II. 1970 – 1985
A realidade do Vicariato da Luz-Sul
A população de S. Domingos de Benfica tinha alcançado cerca de 40 mil habitantes. A geografia e as características dos aglomerados populacionais da freguesia no iníco da
década de 70 eram distintos das actuais:

  • a zona onde situa hoje a igreja era conhecida por “Lagoa”.
  • os aglomerados populacionais eram constituídos por imigrantes provenientes sobretudo do interior norte e centro do País que não tinham diante de si a visibilidade da igreja, como na sua terra, e o controle da tradição e da sociedade de origem, muitos abandonaram a prática religiosa;
  • quando tinham necessidade de celebrar sacramentos (casamentos, baptizados, funerais) recorriam às paróquias de Carnide ou do Campo Grande pela sua maior proximidade;
  • a área urbanizada desta nova comunidade limitava-se ao bairro de S. João, à estrada da Luz a partir das bombas da GALP no sentido de Carnide e à rua do Soeiros a partir da Estrada da Luz.
  • estamos perante dois estratos sociais muito diferenciados:
    • população constituída sobretudo por pessoas da construção civil e de serviços, com dificuldades económicas, com baixo nível de escolaridade, vivendo nas várias “quintas” e que constitui a maioria
    • pessoas da classe média e média alta, vivendo na reduzida zona urbana, com instrução que varia entre a média e a superior, comprando as suas casas e com maior desafogo económico.

A construção da Comunidade

Fazer destes vários aglomerados de pessoas tão variados quanto à sua proveniência, recursos económicos, grau de instrução, maior ou menor motivação religiosa, uma comunidade de fé, foi trabalho a que se entregou o Pe. Manuel Nóbrega. Com a sua nomeação como vigário em 2 de Janeiro de 1970, torna-se no primeiro pastor do Vicariato da Luz-Sul.

Significado de VIGÁRIO PAROQUIAL
É o sacerdote cooperador do pároco, que participa da sua solicitude pelo bem dos paroquianos e que trabalha sob a sua autoridade no ministério sacerdotal. (cânon 545, 1)(...) É nomeado pelo bispo diocesano por tempo determinado. O seu múnus pode ser especificado: para prestar serviço para todo o ministério em favor da paróquia, para uma determinada zona da paróquia (bairros, centros de culto), para um grupo de fiéis (...)

Vicariato.1
Principais linhas que conduziram a acção pastoral, nos 11 anos de serviço do primeiro vigário paroquial, à construção da Comunidade humana, social e cristã da Luz-Sul: O tripé da Comunidade.

Evangelização:

  • Catequese de crianças adolescentes, acompanhadas pelas irmãs da Pia Unão de S. João Baptista e grupos de jovens, acompanhados por seminaristas ("Arco-Iris" e "Girassol")
  • Encontros de casais, ligados a grupos de catequese
  • Criação de equipas inter-paroquiais, ao nível da Vigararia
  • Missão de 15 dias na Comporta, com a participação de padres, leigos e religiosas

Oração e Liturgia:

  • Dinamização das eucaristias (crianças e grupo coral)
  • Celebrações penitenciais, marianas e da palavra, especialmente nos tempos fortes Pastoral Social e Caritativa:
  • Visitas domiciliárias aos mais abandonados e encontros regulares no salão com pessoas mais idosas
  • Projecto de alfabetização de adultos, com professores voluntários. O ministério da educação concedeu licença à Congregação da Missão para a realização dos exames da 4ª classe e do "ciclo"
  • "Compasso" por altura da Páscoa – visita a casas
  • As colónias de praia, para crianças e adolescentes, durante todo o mês de Julho. Não havia técnicos nem assalariados. Eram todos voluntários;

Outras acções:

  • Formação de uma espécie de "Conselho Pastoral", onde os nomes dos membros eram encontrados por sugestão dos particiantes na eucaristia dominical
  • Torneios de Ténis de Mesa
  • A partir de 1973 os Santos Populares
  • A grande festa do "Dia da Paróquia" por altura da solenidade de S. Tomás de Aquino
  • Peças de teatro pelo grupo de Teatro de S. Tomás de Aquino, com interpretação de variadíssimas peças, algumas da autoria do Pe. Manuel Nóbrega.
  • Fundação do Agrupamento de Escuteiros 523.

Com o passar dos anos, começou a colocar-se o problema do espaço. Primeiro, passou a utlizar-se um salão no bairro D. Leonor, desdobrando assim as celebrações. Mais tarde começou-se a idealizar um espaço com carácter mais definitivo.

Foi no dia 18 de Fevereiro de 1981 que teve lugar a 1ª reunião a pensar na igreja paroquial e seus anexos e a que presidiu o Pe. Manuel Nóbrega. Foram criadas duas comissões para pôr em andamento o projecto - uma técnica e outra de angariação de fundos.
Em 26 de Março de 1981 criou-se um pequeno jornal – NES- (Novos Espaços Sociais) que tinha como função unir todas as actividades dos vários grupos registando o trabalho feito por
cada grupo e motivando a Comunidade para a iniciativa. Ao fim de 11 anos de serviço a esta comunidade, o Pe. Nóbrega é chamado para uma outra actividade, em Salvaterra de Magos. Em 3 de Outubro de 1981 é nomeado vigário o Pe. João dos Reis Sevivas, vindo de Almodôvar. Em 13 de Outubro de 1985 o Pe. Américo Martins é nomeado vigário do Vicariato Luz Sul. 

III. 1986
Elevação a Paróquia

A erecção canónica a Paróquia do Vicariato da Luz-Sul, dá-se em 3 de Outubro de 1986 por decreto de Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Atónio Ribeiro. Ao quase pároco, como diz o documento oficial, Pe. Américo Martins é conferido a categoria de Pároco em 19 de Outubro de1986.

Significado de PARÓQUIA
Esta palavra vem do grego, par-oikía (vizinhança), que, por sua vez, é formada de para (próximo) e oikía (casa). Paroikos é quem vive próximo e frequenta uma casa. Podendo também referir-se àquele que, embora não sendo desta cidade, veio para cá viver e se tornou vizinho. É isto o que diz a Carta aos Hebreus acerca de Abraão, que «pela fé emigrou (em grego, parókesen) para a terra da Promessa, como terra estranha, habitando (em grego, katoikésas) em tendas de campanha» (Heb 11,9). Aos cristãos em geral, Paulo diz: «já não sois estrangeiros (em grego, xenoi) nem imigrantes (pároikoi), mas sois concidadãos dos Santos e membros da casa de Deus (oikeioi tou theou)» (Ef 2,19). Os cristãos são, ao mesmo
tempo, cidadãos de uma Igreja local e peregrinos para a Igreja definitiva, porque «a cidade a que pertencemos está nos céus» (Fl 3,20).

Chamamos «paróquia» tanto ao edifício como à comunidade. Paróquia é «uma certa comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Igreja particular, cuja cura pastoral, sob a autoridade do Bispo diocesano, está confiada ao pároco, como seu pastor próprio», o qual a exerce cumprindo «o múnus de ensinar, santificar e governar, com a cooperação ainda de
outros sacerdotes ou diáconos e com a ajuda de fiéis leigos» (CDC 515.519). Como diz o Catecismo, «a paróquia é a comunidade eucarística e o coração da vida litúrgica das famílias cristãs; é o lugar privilegiado para a catequese dos filhos e dos pais» (CIC 2226; cf. também 2179). Além do espaço mais adequado para a celebração dos sacramentos (uma paróquia distingue-se pela pia baptismal, por exemplo) é também o espaço para todo o tipo de reuniões catequéticas, formativas e comunitárias dos cristãos. Normalmente, a paróquia é «territorial», isto é, compreende todos os fiéis de um determinado território. Mas onde convier, constituem-se paróquias «pessoais», em razão do rito, da língua ou da nacionalidade dos fiéis de um território, ou por outras razões (cf. CDC 518).

A passagem de Vicariato a Paróquia foi o reconhecimento pelas autoridades eclesiásticas locais do caminho feito, com repercussões positivas na comunidade, apesar dos efeitos
práticos pouco visíveis. Efectivamente na vida da comunidade de S. Tomás de Aquino continuava a realçar o cuidado e a vivência das celebrações litúrgicas, desde os arranjos artísticos e florais, passando pela variedade de grupos corais até à criação de um grupo de ministros da comunhão.
Paralelamente, valorizava-se o convívio, o lazer e a cultura, graças a várias equipas responsáveis que trabalhavam e fomentavam o teatro, os espectáculos musicais e a alfabetização.

Tudo isto contrastando com uns espaços físicos pouco nobres. A entrega pelo construtor e o posterior uso da residência (paroquial) em 1986 – o 1º edifício do complexo (paroquial) a entrar na nossa posse – permitiu facultar uma sede aos escuteiros na cave do edifício, salas de catequese no primeiro andar e espaços de reunião no rés-do-chão.

O nome de S. Tomás de Aquino
Porquê S. Tomás de Aquino como patrono desta pequena comunidade nascente?

  • A razão principal está na proximidade da Universidade Católica Portuguesa situada dentro dos limites do novo vicariato, para cujos alunos S. Tomás de Aquino seria uma referência.
  • Por outro lado, este território era desmembrado da paróquia de S. Domingos de Benfica onde a tradição dominicana tinha uma presença muito forte de há séculos.
  • Não se conhece ao certo a altura em que o nome de S. Tomás de Aquino começou a ser utilizado como padroeiro da comunidade.
  • O nome S. Tomás de Aquino aparece oficialmente pela primeira vez referenciado no decreto da criação da paróquia, em 19 de Outubro de 1986, quando diz “conservando o padroeiro S. Tomás de Aquino”.

IV. 1987 – 1996
Lançamento das estruturas
Em 25 de Agosto de 1987 o Pe. João dos Reis Sevivas volta a ser pastor desta comunidade, desta vez como pároco da recém-criada paróquia. Em 28 de Janeiro de 1991 foi inaugurado o novo edifício do Centro Social e Paroquial de S. Tomás de Aquino, pelo Bispo auxiliar de Lisboa, D. Januário Torgal Ferreira.

Em 31 de Agosto de 1991 foi lançada a primeira pedra da futura igreja paroquial, em cerimónia pressionada pelo momento político e a que presidiu o Bispo auxiliar de Lisboa, D.
Albino Cleto, estando presente o Secretário de Estado.

Em 29 de Setembro de 1991, é nomeado pároco o Pe. José Alves que procurou concretizar o sonho da nova igreja. Em Janeiro de 1992 é apresentado o ante-projecto, elaborado pelo Arqº Pires Marques, ao Sr. D. Albino Cleto, Bispo auxiliar de Lisboa, durante a sua visita pastoral à paróquia.

No número 4 do jornal “Caminhar” é apresentado o valor total do dinheiro conseguido à data de 23 de Julho de 1992: 15.285.341$00 (equivalente a 77.500€). O projecto dá entrada na Câmara Municipal de Lisboa com o nº 2.112-OB92 e 1994 é finalmente aprovado. Em 9 de Julho de 1994 são abertas as 14 propostas dos empreiteiros concorrentes. À última da hora surge um problema: o terreno ainda não estava na posse da Câmara pelo que  não podia ser doado à Paróquia.

O mês de Julho e Agosto foi de intensos contactos com os ainda proprietários dos terrenos (Vila Norte e Herdeiros de Durval Marcelino) para que fizessem uma declaração que
autorizasse o início das obras, tendo desta forma o senhor presidente da Câmara emitido a respectiva licença de construção. A 11 de Outubro de 1994 é assinado o contrato da empreitada e o auto de consignação da obra.

Pelas 10h00 do dia 20 de Outubro de 1994, ao som do estrepitar de meia dúzia de foguetes da iniciativa de um paroquiano emocionado, uma retro-escavadora rompe a frágil vedação de arame dando inicio às obras de construção da Igreja paroquial e seus anexos. Dezoito meses foi a duração da construção da nossa igreja. Os livros de registo dos donativos guardam a memória de muita generosidade escondida nas suas páginas amarelecidas, não esquecendo igual generosidade de quem deu muito do seu tempo, do seu descanso, do seu saber e o ofereceu a esta obra como a mais bela e genuína das ofertas.

Entre estas pessoas é de toda a justiça mencionar o senhor engenheiro Gameiro pelo apoio técnico dado a esta obra. No dia 21 de Abril de 1996, pelas 10 horas, a fanfarra da P.S.P. percorreu as principais ruas a anunciar o acontecimento: a dedicação e inauguração da igreja paroquial de S. Tomás de Aquino.

Às 15.30h, em frente da antiga igreja, aglomera-se grande multidão. O senhor cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, assina a acta da dedicação e paramenta-se para iniciar uma procissão em direcção ao novo edifício.

V. 1997 – 2007
A consolidação da Comunidade
Após a dedicação da Igreja, em 21 de Abril de 1996, era necessário concluí-la. Muita coisa havia ainda a fazer: pavimentos, mobiliário e pagar a dívida acumulada que rondava os 250.000 € que só foi saldada totalmente em 7 de Março de 2007.
Mas o mais importante era construir a Comunidade cristã. A anterior, reunida à volta da antiga estrutura provisória, há anos que vinha sendo desfeita pelo programa de irradicação das
barracas e pela travessia do eixo rodoviário norte-sul e consequente realojamento noutros bairros, mormente Bairro P. Cruz e Chelas. Entretanto, nos terrenos desocupados, nascem novas construções de regime livre, cooperativo e social.

As muitas famílias que iam chegando não tinham qualquer afinidade com esta igreja, ou não eram praticantes ou mantinham ligação com a comunidade donde eram provenientes. Outros, como acontece nestas situações de mudanças, verdadeiros desenraizamentos, foram perdendo a prática religiosa.

Por outro lado, os hábitos, a compreensão da vida e o nível cultural dos novos habitantes eram diferentes dos elementos que compunham a comunidade até esta altura. Daí a necessidade de inventar meios para os atrair. Além dos grupos e movimentos já existentes (Tapetes de Arraiolos, Roupeiro, Convívios), a partir de 1997, vão aparecendo ideias que criaram ou introduziram movimentos novos.

Jovens de Taizé
Inicalmente reuniam, para rezar inspirados no modelo de oraçao de Taizé, no “vão-patamar” da escada de acesso à torre da igreja, pois era o único espaço livre e sossegado na altura.

Jovens Sem Fronteiras
Este novo grupo, de inspiração espiritana e missionária, desenvolviam actividade sociocaritativa (organização e distribuição de cabazes de Natal) e alguns dos seus elementos tiveram actividades missionárias dentro do país e em territórios de missão

Visitas de estudo
Preocupado com fazer alguma oferta cultural aos antigos e novos elementos da paróquia criou-se o grupo das “Visitas de estudo” que muito deve ao dinamismo e capacidade de
organização das senhoras Drª Conceição Ferreira e da Arqª Isabel Martins. Todos os meses grupos que variavam entre as trinta e cinquenta pessoas partiam da paróquia para conviver e
aprender. Estas visitas rigorosamente preparadas, para quem estivesse interessado, equivaliam à leitura de um livro sobre o assunto da visita. Desde a arquitectura, escultura, pintura,
história, artes antigas e modernas de fabrico artesanal e industrial até à culinária e à doçaria, tudo era estudado, transmitido e apreciado.

Exposição de Artistas Locais
Durante quatro ou cinco anos foi realizada uma exposição de artistas que vivam dentro do território da paróquia. Chegou a atingir-se um número de 26 expositores, alguns deles de
grande valor artístico (barros, restauros, trabalhos em estanho, vitrais, pinturas a óleo, etc). Houve um ano em que, para estimular os mais novos, se criou uma exposição para artistas
“sub vinte”.

Ciclo de Conferências sobre as dependências
Na altura, a toxicodependência era uma verdadeira chaga estigmatizante. Era difícil reunir pessoas para, reflectindo sobre o fenómeno, serem ajudadas. Para ultrapassar essa barreira
psicológica criou-se um Ciclo de Conferencias sobre as dependência que incluía o álcool, o tabaco, a droga e outras.

Escola de Pais
Iniciativa para ajudar os pais na educação dos filhos. Durante quatro anos tivemos a colaboração de diversas pessoas credenciadas nos vários assuntos em estudo (médico pediatra
Prof Mário Cordeiro, Drª Fátima Perloiro, as jornalistas Isabel Stilwel e Laurinda Alves). Na última edição inscreveram-se 104 famílias. Ao esforço do casal Cristina e Carlos e de outros
colaboradores se deve o funcionamento deste grupo.

Grupo de Saúde

Destinava-se a consciencializar as pessoas de que era preciso cuidar da saúde. Com a colaboração de vários laboratórios conseguiu-se durante anos, fazer um “rastreio” a áreas da
saúde tais como: diabetes, colesterol, PSA, tensão arterial, mama e tendências depressivas. No primeiro ano aderiram 250 pessoas.

As Vozes de S. Tomás
Não faltou uma escolinha de música orientada pela Filipa e que teve o mérito de despertar o gosto pela música em crianças da altura, e que hoje servem a comunidade cristã com a sua
voz.
No âmbito mais estritamente religioso e de formação cristã, houve ainda a tentativa de formar na paróquia, pequenas comunidades de reflexão, dentro de um programa do Patriarcado.
Foram constituídas duas pequenas comunidades com cerca de 15 a 20 pessoas, mas que se desfizeram ao fim de 2 anos: um grupo de reflexão bíblica e conferências circunstanciais.

VI. 2008 – 2011
A nossa História mais recente
Em 8 de Setembro de 2008, é nomeado pároco o Pe. Nélio Pita, que desde o início sentiu a urgência de aprofundar o sentido de pertença uma comunidade paroquial, isto é, a
comunidade dos seguidores de Jesus que se reúnem neste espaço físico, que se congregam, em particular, para a celebração da Eucaristia.
A evolução mais recente da nossa comunidade pode basear-se em duas áreas mais significativas.

  1. Formação de novas estruturas administrativas e pastorais
    1. Assembleia Pastoral - constituída pelos animadores dos grupos e alguns paroquianos nomeados pelo Pároco, constituíndo-se assim um grupo representativo para a tomada de decisões a propósito do futuro da comunidade.
    2. Secretariado Permanente de Pastoral - formado por uma equipa de três leigos que efectivam as decisões da Assembleia Pastoral. 
    3. Secretariado Paroquial – a sua estruturação foi também fundamental para a celeridade dos processos burocráticos, na organização dos arquivos, bem como de materiais dispersos e na concretização das acções pastorais. 
    4. Conselho Económico Paroquial - nos últimos anos tem tido também um papel preponderante na gestão dos espaços e das receitas.
    5. Sta. Marta - um grupo recém-criado formado por uma equipa de sete membros que, à imagem de Sta. Marta, desempenha um papel decisivo na realização de eventos de vária ordem.

Pastoral Litúrgica
Formou-se de uma equipa que vela para que as celebrações sejam mais bem preparadas. Organizaram-se escalas de leitores e promoveram-se tempos de formação para os mesmos.
O coro de S. Tomás de Aquino, o recente Coro dos Pequenos Cantores e o recém-chegado Coro Sagrado Coração de Jesus animam o canto das diversas esucaristias.
Está planeado para 2012 a criação e consolidação do projecto do Coro Juvenil.

Ministros Extraordinários da Comunhão – a equipa cresceu consideravelmente e visita regularmente várias famílias da paróquia.

Pastoral da Evangelização
Na evangelização foram criadas novas estruturas, formadas para um público específico tais como: Meditando a Palavra (2009), Casais de S. Tomás (2010) e, mais recentemente, a
Comunidade de Oração e Vida (2011) e o grupo de jovens αquino’s Jovens (2011). Importa referir alguns grupos mais antigos e que têm vindo a crescer em número de participantes, nomeadamente, o Grupo Bíblico, Vida Ascendente, JSF e o nosso Agrupamento de Escuteiros.

Pastoral Social
Na área social e caridade para além do serviço prestado pelo nosso Centro Social, foi criado um pólo paroquial da S.S.V.P (Vicentinos), uma instituição internacional que há mais de um século tem como missão zelar pelos mais pobres. Para melhorar este serviço, está em curso um levantamento de dados sobre a população residente na área, bem como das estruturas sociais existentes, levado a cabo por uma assistente social.

2. Iniciativas e acontecimentos marcantes
Para além das celebrações litúrgicas anuais, pontuaram a vida da nossa comunidade alguns eventos extra-ordinários, tais como:

  • As Festas da Comunidade no início de cada ano pastoral.
  • A Celebração da Festa do Padroeiro, que tem contado com a presença do Ordinário Local.
  • O recomeço da Festa dos Santos Populares em Junho.

O conjunto diverso de concertos que têm sido realizados desde a inauguração do órgão, que têm proporcionado à comunidade momentos de lazer, de formação religiosa e cultural.
Outras iniciativas, no âmbito formativo, como o ciclo de conferências sobre a Doutrina Social da Igreja, os retiros paroquiais e as sessões de esclarecimento do já existente Núcleo de Saúde têm sido uma constante, que tem enriquecido a comunidade.

Em 23 de Outubro de 2011, é celebrada uma eucaristia solene, presidida pelo Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, pelo aniversário dos 25 anos de paróquia.

VII. 2012 – …
O desafio do futuro
IGREJA VIVA NA CARIDADE E NA MISSÃO
A história dos próximos 25 anos depende do que nela escrevermos...